O mundo das mídias está mudando

Não posso deixar de comentar um fato que vem sendo noticiado intensamente na mídia tradicional: sua própria morte!! O peso e a velocidade da internet se abateu fortemente sobre a mídia impressa, mais especificamente sobre os jornais.

Já faz tempo que alguns “futurólogos” de plantão anunciam o fim do uso do papel em detrimento da maior utilização da internet. Mas não é esse o motivo da crise pela qual passam os grandes jornais americanos. Até porque já se provou que o uso de papel cresceu e continua crescendo, independente da internet. Embora tenha alguma relação indireta, a crise dos jornais não se deve à crise econômica mundial que se instaurou desde o segundo semestre de 2008. O problema é mais embaixo.

A internet possibilitou uma velocidade de informação que os jornais jamais poderão atingir. Possibilitou também uma segmentação de editorias e canais simplesmente impossível de se aplicar na mídia impressa. Possibilitou ainda a portabilidade, a interação, a colaboração e outras funcionalidades completamente estranhas ao meio físico. Trocando em miúdos quem quer esperar o dia seguinte para ir até uma banca de jornais comprar aquele volume enorme de papel para ler exatamente as mesmas notícias que saíram no dia anterior em todos os grandes portais?

Aqui no Brasil a situação ainda não é tão grave, mas nos EUA muitos jornais, de médio e grande porte, já fecharam suas portas ou estão na corda bamba. Os que continuam resistindo estão testando desesperadamente novos modelos de negócios a fim de manter seus leitores, seja no meio tradicional ou no virtual. Conteúdos que eram pagos ou restritos estão sendo liberados para consulta pública. Enfim, todo este mercado passa por uma grande mudança que irá mudar completamente a indústria da informação.

O que vale destacar a respeito disso tudo, é a profundidade das mudanças que a internet está provocando nos mais diversos segmentos da sociedade e da economia. Já tem alguns anos que vêm se profetizando isso, mas agora está acontecendo. A internet não é mais somente aquela “vitrine” virtual, onde se joga um texto qualquer de quem somos e o que fazemos. A empresa precisa interagir com seus clientes, até porque estes já estão se habituando a interagir com as marcas que consomem.

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