O blecaute e o Twitter
No dia 10/11 o Brasil todo passou por uma situação mais do que apreensiva ao ter 18 estados à s escuras devido ao blecaute ocorrido. Foi uma situação de enorme repercussão, inclusive internacional, explorada intensamente pela mÃdia nos dias seguintes. Até aqui nada de anormal, é assim que funciona o bom e velho sistema de comunicação: pessoas ávidas por informação vasculhando os veÃculos em busca de novidades.
Porém, neste dia 10/11, em pleno blecaute, não foi bem assim.
As pessoas estavam sim em busca de novidades, principalmente os jornalistas. Mas onde encontrá-las??? A TV, companheira de milhões em todos os momentos, não estava funcionando devido à falta de energia. Radinhos de pilha funcionavam, mas são artigos raros nas grandes cidades. Celulares tiveram seus serviços prejudicados, eu tenho dois e estavam com “Rede Ocupada”. Telefones fixos funcionavam, desde que não fossem VoIP.
O quê sobrou??
A Internet. Ah, mas o computador precisa de eletricidade pra funcionar. O desktop sim, mas os notebooks e os smartphones não. Dessa forma o meio de comunicação que brilhou (com o perdão do trocadilho) no blecaute foi o Twitter.
Poucos minutos após o apagão, os usuários do serviço já estavam trocando informações sobre a falta de energia. Leitores e jornalistas tuitavam intensamente suas informações pessoais e locais. Os grandes veÃculos estavam sendo alimentados de informações predominantemente por comentários postados no Twitter.
Talvez não tenha sido o primeiro, mas esse episódio marca a superação dos meios tradicionais de comunicação por uma ferramenta on-line e deixa muito nÃtido que a mÃdia tradicional não tem mais como competir com a mÃdia digital.
E nenhum jornal vai noticiar isto!